Puskas que pariu

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Um gol de canela vale o mesmo tanto que um gol de placa?

Gol é gol, certo?

Eu ficaria realmente em uma situação delicada se você me respondesse que não, que, na Copa do Brasil, o gol fora de casa vale mais. Sim, além da dificuldade, por si só, de jogar como visitante, nessa competição o gol marcado no estádio do adversário é um critério de desempate importantíssimo.

Analisando friamente, o Flamengo conseguiu um excelente resultado contra o Cruzeiro. O time do Rio se classifica caso consiga uma vitória simples, por 1 a 0, no jogo de volta.

Mas, por que a gente fica assim tão embasbacado (que palavra maravilhosa é embasbacado, vou usar mais) quando alguém faz aquela coisa que o Everton Ribeiro fez aos 11 minutos do Segundo Tempo?

Luiz Antônio: "Gente, qual a necessidade disso?"

Luiz Antônio: “Gente, qual a necessidade disso?”

O futebol é um jogo de erros.Os jogadores passam a semana se matando de treinar para que tudo funcione nos benditos 90 minutos. Quanto mais entrosada e bem treinada, menos a equipe erra, e menor a possibilidade de tomar gols, mas, em regra, os gols saem porque alguém do outro lado errou. Uma falha de posicionamento, um passe errado, um defensor que erra o tempo da bola. A imperfeição é que torna o futebol possível.

Porém, o que deixa o futebol interessante são os fatores de desequilíbrio. As forças sobrenaturais. As coisas inesperadas.

Em uma análise tática, alguém poderia dizer que o gol do Everton Ribeiro surgiu de uma falha de marcação do Flamengo, numa indecisão do Chicão, em um espaço a mais que deu o Luis Antônio, que não acompanhou a corrida.

Sim, Teve isso. Mas, dentro da área, meu amigo. Ah! Ali não tem tática, não tem treino, não tem nada. Tem coisa que não se ensina.

Não existe uma escola de genialidade. Não se ensina a ninguém a decidir em frações de segundos que a melhor opção é chapelar o zagueiro e finalizar de canhota a quase 100 km/h.

Comentar sobre esse golaço do Everton Ribeiro sem chover no molhado é impossível. Só resta mesmo é ficar aqui aplaudindo eternamente.

Inclusive, já estou na campanha para que a FIFA tenha o privilégio de dar o Prêmio Puskas para essa obra prima.

Nunca mais eu consegui parar de assistir esse gol