Tão mais!

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Quanto sentimento pode haver por um esporte tão simples?

…uma bola… alguns meninos correndo… uma caixa ‘redeada’…(tão mais…)

E um objetivo: jogar a bola lá dentro; mais vezes que o outro; os de ‘armadura’ distinta!

Amar um time de futebol é algo tão fora de intelecto, tão antipolitização; tão clichê…Beira a alienação. Crer no jogo e na arte em contraponto ao fiel TOQUE DO CONSUMO E DO MERCADO? Jogos de interesse, vendas milionários, patrocínios desiguais… corrup- telas e mais telas…Deleitar-se com isso e não mirar seu id e ego aos mais nobres conceitos e itens em detrimento ao superficial prazer?

Mas não. Um canto vem da gênese de cada célula, um arrepio de alma, um sopro que transcende a razão, algo como um ‘nãoseiquê’ sub-cientifizado… um saber gutural Neanderthal… um time que é meu que eu amo e defendo e nem penso… eu grito eu pulo eu choro eu time eu JOGO…

Há uma chama que parece advir de uma herança competitiva, de um âmago inato, de um subconsciente ativo e catártico. Não é só a sugestão publicitária; forte e avassaladora. Há emoção. Há coração. Há frustração. Há vida em cada dimensão; desse ‘simples’ e ‘tão mais’ esporte.

Eu vi o azul e admirei a paisagem. Vi a arte flechar o jogo e jogar comigo. Brincar com meus sonhos e me alienar me apaixonar. ‘Apaixoliena-me’ Cruzeiro! Você nasceu disso. Não torcemos contra o vento. Somos céu. Estrelas. Do sul e do norte. Seu jogo ultrapassa o que seja time; és CONCEITO… és toque… és título. Você clama a arte; a fuga do sofrer diário. Inebria, hipnotiza… deslumbra e envaidece! És mais que torcida és CHINA. 

Há milhões que amam e há muitos que param pra ver. Pois é Cruzeiro. Nasceu para Olharem e Apontarem. Para mirarem. Para perderem de vista. Nasceu Do Céu e de cima se impõe. Com amor tão mais. O CRUZEIRO é a psique do querer ser sempre o mais próximo do belo e perfeito. CÉU. Conceito… 

Arte!

Futebol 

Prof. Thiago R Santos (CRUZEIRENSE ‘APAIXOLIENADO’)

Eu, Luciana Bois, sou virada para o drama. Meus textos saem facilmente quando estou vivendo um. Aparece um turbilhão de ideias e apenas me concentro quando as escrevo. Um sentimento de mãe com meu clube, que o acode nos momentos ruins e deseja ficar só o ninando.

Desde 2010 me aventurei a escrever sobre o Cruzeiro. Passei por títulos mineiros, vice do brasileiro, quase queda, derrotas sofridas e agora estou diante de um título. Não um título comum, mas o de Campeão Brasileiro de Futebol do ano de 2013.

Não consigo escrever direito mais. Quero só ver, comemorar, gritar e sair por aí esfregando minha felicidade na cara dos outros.

Conheci o Thiago – o autor do texto acima – na apresentação dos jogadores no Mineirão este ano. Os sócios torcedores posaram com todos os jogadores que eram apresentados. Entre eles, Egídio, Bruno Rodrigo, Nilton e Ricardo Goulart. Mal sabíamos o nome deles e brincávamos com quem era quem.

Sim, a única mulher da foto e com enxaqueca no dia. :D O Thiago está entre o Nilton e o Nirley. |Washington Alves - Vipcomm

Sim, a única mulher da foto e com enxaqueca no dia. 😀 O Thiago está entre o Nilton e o Nirley. |Washington Alves – Vipcomm

Depois da foto, apenas uma pessoa nos deu atenção, já que toda a imprensa corria pra cima dos jogadores. O senhor que ficou de lado e conversando com os sócios atendia pelo nome de Gilvan de Pinho Tavares, que no dia anterior estava sofrendo protestos pela venda do Montillo. Entendemos a situação e falamos que o verdadeiro torcedor estava ao lado dele.

Ele conversou com a gente como se fossemos velhos amigos e falava sobre tudo que perguntávamos. “O Montillo queria sair e me ligou insistentemente ‘la nota, la nota’, não ia forçar ninguém a ficar e conseguimos um grande valor”. Não imaginávamos que o dinheiro do Montillo se transformaria em Everton Ribeiro, Dagoberto e muito mais.

“Procuramos um bom zagueiro ainda.. Dedé pediu muito e estávamos conversando com o Felipe Santana, um zagueiro de um time alemão – Borússia – que estava machucado quando começaram as conversas, só que ele recuperou muito rápido e voltou a ser titular. Não quiseram liberar mais, mas estamos correndo atrás…”. Mais sobre Lugano e Luisão “um absurdo que ele pediu” e outros assuntos. Não imaginávamos que o Dedé cederia e viria 4 meses mais tarde.

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Foto: Gilmar Laignier

E o Gilvan ainda aceitou tirar foto usando o chapéu, até apareci no superesportes e o Thiago também.

Ficamos bobos olhando a estrutura do novo Mineirão na “escapadinha” que demos lá pra cima porque “a minas arena não deixou, vamos rapidinho lá” era o que dizia a moça que nos guiou com o walk tok na mão. O Bernardo Mota nos acompanhou nessa “aventura” as escondidas. Não sabíamos que o Bernardo Mota iria supervisionar o programa de sócio torcedor que mais cresceria ao final do ano.

E fomos conhecer o estádio e o campo. Não dava pra imaginar que a melhor média de público do ano seria do Cruzeiro dentro da nossa “nova-velha” casa.

Prestes a ser campeã, volto o ano e vejo que meu texto de hoje saiu por ver que 2013 se transformou em um romance com vários autores. Mas naquele sexta chuvosa, não dava pra imaginar nada.

Obrigada Thiago pelo texto que não pude escrever, obrigada pelo chapéu naquele 11 de janeiro e, por tudo, obrigada Cruzeiro por esse ano magnífico.

SEREMOS CAMPEÕES E NÃO SE ESQUEÇA!

Foto: Vinnicius Silva - Portre Imagens

Foto: Vinnicius Silva – Portre Imagens

Luciana Bois

★★★★ Uma maria que possui a estranha mania de ter fé na vida. ;D