Atlético 0 x 0 Cruzeiro – Para sempre 6 x 1

Tempo de leitura: 3 minutos

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Olá amigos.

Ontem Atlético e Cruzeiro empataram por 0 x 0 pela quinta rodada do Campeonato Mineiro. Não foi um belo jogo, o juizão resolveu apitar toda e qualquer coisa e fez com que a bola ficasse mais parada que correndo. Foram, ao todo 56 faltas, algumas inexplicáveis, outras bisonhas, algumas acertadas e, muitas reclamadas.

Como explicar o lance em que Fernandinho claramente se joga na frente da área, lance absolutamente sem sentido, e o juiz marca falta? Se marcou uma falta tão grave – Ceará era o último homem numa oportunidade clara de gol – o jogador do Cruzeiro deveria ser expulso. Ou será que para ele não houve oportunidade clara de gol? É a tal da interpretação.

E a cotovelada do Ronaldinho? A jogada, que ficou clara na televisão, e nas imagens a seguir, foi ignorada pelo juiz, que preferiu distribuir cartões por reclamação. E a sola do Jô?

cotovelada-ronaldinho

Bom, apesar da péssima arbitragem, o Cruzeiro não venceu por sua falta de desimpediência. Se você não conhece o termo desimpediência, eu explico. É o ato de deixar de ser retardado e ver que você vai ficar impedido e tentar se posicionar da maneira correta para não estragar todas as chances de gol da sua equipe. E Ricardo Goulart não se utilizou dessa técnica milenar. Claro, ele não é um centroavante. Está acostumado a vir de trás e aproveitar o espaço deixado pela marcação, que se preocupa com os outros atacantes da equipe. Não consigo entender a insistência de Marcelo Oliveira em jogar com Goulart na posição, sendo que Marcelo Moreno está lá, firme e forte para jogar de centroavante. Pode até ser que o jogador boliviano esteja cansado, então não vou cornetar tanto o treinador.

Éverton Ribeiro mostrou mais uma vez que rende melhor no lado do campo, ficando às vezes perdido. Acho que deveria ter continuado no lado, atacando pela lateral do fraco Dátolo. E, se fosse técnico, nunca o tiraria da partida, a não ser por cansaço. Ele, com aquele lindo passe para Goulart (impedido), mostrou que em uma jogada pode mudar completamente uma partida, mesmo não estando em seu melhor.

Para não ficar só no lado negativo, achei que Rodrigo Souza jogou demais. Muito bem na marcação, ficando grudado em Ronaldinho, e bem com a bola nos pés. Eu pedia tanto um primeiro volante no começo do ano, e, se ele continuar assim, está tudo resolvido, não peço mais nada. É um ótimo reserva pra Nilton, e talvez os dois possam até jogar junto, em uma eventualidade super defensiva.

Saindo um pouco da parte joguística, o Cruzeiro está perto de contratar William Farias. Sim, mais um Farias. A gente não consegue ficar livre de Farias no Cruzeiro. Mas, nas opiniões muito abalizadas do pessoal do twitter que, claramente, assistiu todos os jogos de William, é uma boa contratação. Um primeiro volante carrapato. Mattos falou sobre o caso:

Vamos aguardar um pouquinho. Estive na Espanha (acompanhando a negociação do atacante Vinícius Araújo), de lá fui direto para o Peru. Essa semana podemos ter novidade. Estamos conversando.

William Farias jogou no Coritiba com Marcelo Oliveira, e isso me lembra Éverton Ribeiro. ENTÃO TRAZ O CARA LOGO GENTE.

Pra mim, quanto mais melhor – bem, tirando os casos que “mais” eram Farías e Victorino. Quando o “mais” não acrescenta em nada e na verdade é “menos”, prefiro ficar sem. Mas vamos apoiar o William Farias e torcer para que jogue bem por aqui.

A única coisa que me deixa triste na vinda de William Farias é seu nome. Primeiro, William e Farias não combinam. Segundo, já temos um William por aqui. Terceiro, não gosto do nome Farias. Quarto, não gosto de nomes compostos. Quinto, imagina se Bruno Rodrigo, Rodrigo Souza, Souza, William, William Farias e Farias estão jogando juntos e fazem uma jogada em que todos tocam na bola um depois do outro na ordem que citei? Acho que o narrador ia querer se matar. Eu sei que eu ia querer.

Até amanhã.

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Michael Renzetti

Não sei nada sobre táticas, sobre jogadores, sobre times - bom, na verdade eu acho que não sei nada sobre futebol. Mas eu gosto de opinar.
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  • Camila

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK ri demais com os nomes
    Foi clássico né, pegadinho, truncadinho, e seria melhor que se não tivesse o juizinho