Atlético 0 x 0 Cruzeiro – Estamos aprendendo a jogar no ~horto~

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fabio-seis-a-um

Olá amigos!

Ontem Cruzeiro e Atlético empataram por 0 x 0 pela segunda vez no terrível estádio Independência. Ou seria Arena Independência hoje em dia?

Digo que o estádio é terrível não pela força do rival jogando lá – que é real, e influencia bastante as partidas – mas por ser um estádio ruim mesmo, de difícil acesso, com poucos lugares, e impossível de se colocar duas torcidas rivais nas arquibancadas para uma partida. Por isso, só a torcida da equipe mandante – o Atlético, no caso, pois nós temos um estádio de verdade para mandar nossos jogos – pode ver seu time jogar.

E a torcida, que estranhamente não tem músicas (por ser a melhor do país, a mais apaixonada, a sei lá o que), reclamou de tudo durante toda a partida, praticamente apitando o jogo. O Atlético foi claramente o time mais violento da partida. Leandro Donizete fez falta dura e depois socou Éverton Ribeiro pelas costas, Marcos Rocha jogou Marcelo Moreno no chão com o jogo parado, Jô deslocou todo e qualquer jogador que disputasse bolas com ele no ar, etc. E o Cruzeiro terminou a partida com o dobro de faltas cometidas.

Isso pra mim mostra a pressão da torcida sobre o árbitro. E o Atlético aprendeu a jogar assim, caçando faltinhas na entrada da área, se jogando, simulando, e a torcida – como qualquer outra no mundo inteiro – sempre vai pedir as faltas, sejam elas reais ou não. E os árbitros brasileiros, que são em sua grande maioria caseiros, vão marcar todas as “faltinhas”. E o jogo para, e o time deles tem mais chances de gols em bolas paradas, e o adversário não consegue produzir muito. Se toda vez que você rouba uma bola o juiz marca falta, como vai conseguir atacar?

E o Cruzeiro não conseguia jogar bem contra o Atlético nessas condições. Até o ano passado a gente só perdia jogando no Independência. Foi assim que o Mineiro foi decidido, com uma absurda derrota por 3 x 0, e foi assim que perdemos a partida pelo Brasileiro, por 1 x 0. Nessa temporada empatamos as duas partidas por 0 x 0, e o comportamento da equipe foi completamente diferente. Não fomos pressionados o tempo todo, não ficamos só defendendo. Principalmente na última partida, tivemos chances claras de marcar.

Ainda não é a postura ideal. Eu fiquei mal acostumado, quero goleada todo ano, mas esse resultado foi ótimo para que possamos conquistar o Campeonato Mineiro dentro de casa. Um empate já nos garante o título, mas estou confiante na vitória. Não me importo muito com o Campeonato Mineiro, mas já estamos há muito tempo sem conquistá-lo, então precisamos colocar o Atlético em seu devido lugar e ser campeões novamente. E uma goleada de 5 x 0 na partida final não seria de todo mal. Ainda mais se o Tardelli for focalizado pela câmera, triste com a derrota e com o placar do seu lado. E seria melhor ainda se o Leonardo Silva morresse sem explicação no meio do gramado. E se o Leandro Donizete tentasse socorrer o zagueiro traidor e também pegasse a doença de morte súbita, e o Réver, de casa, assustado com os acontecimentos, caísse no chão e quebrasse o outro joelho. Sonhar não custa nada.

Marcelo Oliveira falou sobre a partida, e como é jogar no Independência, e deixou claro que o 0 x 0 foi um bom resultado para nossa equipe:

Foi um clássico equilibrado, de muita competição, muita marcação. O Cruzeiro jogou com inteligência, pois, se não levarmos gol até o final, somos campeões. Mesmo assim, tivemos duas belas chances, com Goulart e Willian, no primeiro tempo. E o Atlético-MG teve uma ótima com o Marion e outra com o Tardelli. É um clássico: duas equipes que estão bem, com boa marcação.

A gente podia ter vencido a partida no primeiro tempo por 2 x 0 se William e Goulart marcassem seus gols, e o Atlético podia ter feito também 2 x 0 se Tardelli e Marion não tivessem sido ridículos na frente do Fábio. Então foi um resultado justo, pelo que foi o jogo, pelas chances criadas.

O Atlético-MG é muito difícil aqui dentro (do Independência). Fizemos quatro jogos aqui, perdemos dois e empatamos dois. Fizemos três jogos contra eles no Mineirão e ganhamos os três. Esperamos que a gente possa garantir e ratificar o título no domingo, coisa que não vai ser muito fácil também não.

Exatamente o que eu disse acima. O Cruzeiro nunca foi bem no Independência. Perdemos duas partidas nos últimos anos, e agora empatamos duas. E como eles são fregueses no Mineirão, o título ficou próximo.

Mas Éverton Ribeiro não quer saber de ganhar o campeonato com um empate. Nada de jogar com o regulamento debaixo do braço. Pra ele – e pra mim também – a gente tem que ganhar do Atlético na partida final:

Sim, mantemos a vantagem que a gente tinha, mas não podemos jogar com ela debaixo do braço. Temos que impor o nosso ritmo dentro de casa, onde somos fortes, mas temos que jogar para conseguir o resultado para ser campeões. Foi um jogo de muita marcação, e a chance que tivemos não conseguimos transformar em gol. Temos a vantagem, agora vamos jogar em casa. Somos fortes lá no Mineirão. Vamos para cima, para conseguir a vitória e sair campeões.

Exatamente. É isso. E se a gente puder ganhar por 5 x 0, melhor ainda.

Até amanhã.