Cruzeiro 1 x 1 São Paulo – Ótima postura defensiva, péssima marcação de falta

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Não to conseguindo fazer upload de imagem, então escolhi essa que já tava aqui

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Olá amigos.

Ontem o Cruzeiro empatou em 1 x 1 com o São Paulo pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Não foi a melhor das partidas, pois estávamos jogando meio que fora de casa, por conta da punição contra nossa torcida, e o Cruzeiro não pôde usar toda a força que tem como mandante por não ter o Mineirão a disposição. Além disso, Uberlândia tem muito mais torcedores de times paulistas do que cruzeirenses, então não é o local mais indicado para repetirmos o clima do nosso estádio.

Mesmo com tudo isso, nossa equipe foi melhor durante toda a partida. Segura na defesa e bem no ataque, com movimentação, boa troca de passes e velocidade. Num desses lances – uma excelente roubada de bola por Dedé seguida por um ótimo lançamento nos pés de William – conseguimos uma falta na entrada da área. Vi muitas críticas que o Cruzeiro toca muito a bola, não tem objetividade nem velocidade nos lances, mas acho que essa jogada de Dedé para William ilustra claramente o contrário. Em dois toques, após uma roubada de bola na defesa, o Cruzeiro estava quase dentro do gol adversário. Essa visão de que estamos tocando mais a bola, demorando a entrar na defesa adversária, vem muito do jeito que o time vem nos enfrentar. Hoje somos mais conhecidos, visados, o adversário sabe como vamos atacar. E por isso fica mais difícil fazer o que fazíamos com tanta tranquilidade ano passado. É mais uma questão dos adversários se adaptarem do que a gente esquecer tudo que fazíamos bem em 2013.

Júlio Baptista bateu a falta com perfeição e marcou nosso gol. O gol que deveria ser o suficiente para sairmos de campo vitoriosos, pois a equipe se portou tão bem no restante da partida, marcando demais, não deixando o São Paulo chegar ao gol. Eles não conseguiram acertar um chute na meta de Fábio. E isso também me surpreendeu bastante, pois após a partida os torcedores estavam reclamando que o Cruzeiro voltou muito, deixou o São Paulo atacar e “chamou o gol”. Que o Cruzeiro deveria ter matado o jogo, que deveria ter continuado a atacar. E concordo que o Cruzeiro “deveria” ter matado o jogo. Mas não é bem assim que o futebol funciona, não é mesmo? Não conseguimos fazer gol a qualquer momento. Como sempre digo, tem um time do outro lado. E o São Paulo, o time do outro lado, estava marcando muito bem também. Não tivemos muitas chances de gol. E mesmo assim, quase chegamos ao gol em duas ocasiões.

Na primeira, Éverton Ribeiro passou muito bem pelos marcadores, só nos dibres loucos, entrou na área e foi bloqueado na hora do chute. A bola sobrou para Lucas Silva, que chutou forte da entrada da área, numa posição que deveria marcar o gol, mas a bola acabou indo diretamente nas mãos de Rogério Ceni. Na segunda chance de gol, Éverton Ribeiro recebeu um passe dentro da grande área, mas Rogério Ceni foi mais rápido na jogada e meteu um chutão pra frente. E desse chutão, com o Cruzeiro todo no ataque (lembrem-se bem disso), saiu o gol do São Paulo.

Após o chutão (quando o Cruzeiro atacava, posicionado no ataque), Luis Fabiano fez falta em Bruno Rodrigo. Dedé tirou a bola para o lado, nos pés de Samúdio. O árbitro resolveu marcar uma falta para o São Paulo no lance, e ainda amarelou Samúdio por ter chutado a bola para frente com o jogo parada (e foi um cartão correto). Na cobrança de falta, o zagueiro artilheiro do São Paulo, conhecido por fazer muitos gols de cabeça, aproveitou a chance e marcou o gol de empate.

Não foi o posicionamento defensivo que deu o gol ao São Paulo. Foi um chutão pra frente nos acréscimos, enquanto nossa equipe atacava, complementado por uma falta muito mal marcada para a equipe paulista.

Marcelo Oliveira falou sobre nossa partida e a falta que originou o gol do São Paulo:

Foi um empate amargo. Seria um jogo difícil de qualquer forma, é um clássico brasileiro, com dois times muito técnicos. O São Paulo nos marcou bem no primeiro tempo, nós tivemos um domínio do jogo, mais posse de bola e mais presença na área. Sempre que eles vinham eram muito perigosos porque também têm qualidade. No segundo tempo corrigimos a parte técnica, já que erramos muito no primeiro tempo. Conseguimos o gol cedo e isto nos deu uma tranquilidade pra jogar e tocar a bola. A gente lamenta no final por dois motivos. Se houve erro do juiz, e eu acho que houve, é porque primeiro foi falta no Bruno, depois é que o Bruno fez a falta. Isto gerou a bola parada para o São Paulo, que é muito bom nisto, com o Antônio Carlos. Depois porque perdemos dois pontos, num jogo difícil em que o Cruzeiro esteve muito bem. Estamos fortes na sequência do Brasileiro e vamos nos mobilizar muito para o jogo contra o Cerro Porteño, que é importantíssimo.

Júlio Baptista também reclamou do lance:

Não tem nem o que falar. O árbitro estava invertendo as jogadas, foi falta do Luis Fabiano e ele inverteu. Acabamos levando o gol. Mas é um resultado que, pelo que fo o jogo, dominamos toda a partida e tivemos a infelicidade de levar o gol de empate numa jogada de bola parada.

Fábio falou sobre o lance:

É brincadeira. Ele não deu uma falta no Henrique, que cabeceou e o cara bateu nele. Depois, na sequência, o Bruno Rodrigo protegia a bola e o Luís Fabiano por trás. Como o Bruno ia fazer a falta? Aí acontece isso. No desespero, na bola parada, os caras vão lá e fazem o gol. São dois pontos que não voltam mais por causa de um erro bobo do juiz.

Bruno Rodrigo falou sobre o lance:

A falta não existiu na minha opinião. Eu estava na frente do Luís Fabiano, protegendo a bola pro Dedé. Agora temos que colocar a cabeça no lugar porque quarta-feira temos uma partida muito difícil e precisamos descansar.

E Ricardo Goulart deu uma entrevista sobre o lance (acho que não linka direto, então você vai ter que procurar o vídeo).

Ficou bem claro o que aconteceu no lance, não é mesmo?

Eu gostei do posicionamento do Cruzeiro. O time se impôs, jogou muito bem, segurou o São Paulo, não deixou que os atacantes finalizassem nenhuma bola para o gol. Sério, veja os melhores momentos. Eles não chutaram nenhuma bola para o gol. Tudo pra fora. O gol deles foi de uma infelicidade tremenda. Falta que não aconteceu, nos acréscimos, após uma partida muito sólida da nossa defesa. É uma pena, mas mostra que estamos muito fortes, que controlamos um São Paulo que parece forte, que goleou o Botafogo na estreia. Estou muito esperançoso para esse Campeonato Brasileiro.

Até amanhã (talvez).