Palmeiras 1 x 2 Cruzeiro – 10 minutos de iluminação

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Olá amigos!

Ontem vencemos o Palmeiras por 2 x 1 num jogo bem tenso. Nossos primeiros 10 minutos foram maravilhosos, com – pelo menos – 4 chances claras de gol e dois gols marcados. Se o Felipão chama de “6 minutos de apagão” os gols levados em sequência pela seleção brasileira contra a Alemanha, eu chamo de “10 minutos de iluminação” decidir o jogo tão rapidamente.

Marquinhos – que fez ótimo primeiro tempo – botou a bola pra frente no ataque, passando pelo seu adversário como o Papa Léguas passava pelo coiote. E nenhuma  bigorna ACME poderia parar o garoto. Entrando na área, Marquinhos levantou a cabeça e viu Ricardo Goulart (sempre ele) pronto para marcar o primeiro gol do Cruzeiro na partida.

Logo depois, aos 10 minutos, Marquinhos levantou uma bola na área e Manoel (que excelente contratação) marcou de cabeça.

Depois disso o Cruzeiro tentou tocar bola, administrar a partida, mas com o tempo o Palmeiras cresceu e começou a oferecer perigo. Seguramos bem até o intervalo. Um dos problemas da nossa equipe foi o cartão amarelo prematuro de Lucas Silva. Após receber a punição, o jogador não conseguiu mais jogar e o time perdeu a pegada e a saída de bola – coisa que ele faz tão bem.

Marcelo Oliveira tentou corrigir isso e colocou William Farias no lugar de Lucas Silva para a segunda etapa. Mas a diferença de qualidade entre os dois jogadores é muito grande, e o time perdeu completamente o meio-campo. Enquanto isso, o Palmeiras crescia cada vez mais, arriscando, chutando a gol, e exigindo ótimas defesas de Fábio. Num lance de cruzamento – em que Henrique foi amarelado – o Palmeiras chegou ao primeiro gol, numa falha de marcação de Manoel (que ao invés de pular junto ao adversário resolveu virar de bunda para a jogada).

O Cruzeiro continuou perdido em campo até a entrada de Tinga, que melhorou muito o meio-campo e deu experiência, tranquilidade e devolveu o toque de bola à equipe. Ele até teve a chance de matar o jogo, saindo frente a frente com o goleiro Fábio (o deles), mas deu um toque a mais na bola e perdeu a oportunidade.

No fim, a equipe conseguiu se segurar bem e levar para a casa ótimos três pontos – que ficaram ainda melhores após os tropeços de Corinthians e São Paulo.

Marcelo Oliveira falou sobre a importância dessa vitória, e apontou os erros da equipe:

Considero extraordinária a arrancada que demos, mas futebol tem 90 minutos e não pode se apegar a isso. Cobrei no intervalo, com toques curtos e perdendo bolas numa área perigosa, mas este campeonato é difícil, em alguns jogos vamos ter condições de sermos envolventes e em outros vamos sofrer, como foi. Precisamos ter coração bom e espírito de luta boa também.

É muito bom ter um técnico no banco de reservas que saiba quantos minutos tem o futebol. Senão você ia precisar de relógio, mas eles estão fora de moda, aí você teria que levar o iPhone para campo e não ia dar muito certo. Talvez a melhor alternativa seria levar um Galaxy Gear que é tipo um relógio tecnológico cheio das internet (#ad – Samsung, me dá uma parada dessas).

Mas sem brincadeira, realmente o time se apoiou demais nos bons dez minutos do primeiro tempo e quase levou o empate por não conseguir tocar a bola na etapa final. Eu sei que o Palmeiras melhorou, que o árbitro inventava faltas e amarelava todo mundo, mas o time mostrou capacidade de acabar com o jogo em dez minutos, então acho que conseguiria algo melhor que segurar um 2 x 1 sofrido. Mas tudo bem, o que vale são os três pontos, e os cinco de diferença para o segundo colocado.

Marcelo Oliveira continua, fazendo uma leitura maravilhosa do jogo (acho que você nem precisa ler o post aí pra cima, é só ler essa frase):

Podíamos ter feito o terceiro com o Éverton Ribeiro e não fizemos, e aí ocorreu a combinação de duas coisas: o Palmeiras reagiu, trocou jogadores, veio para cima e criou problemas. E nós, ainda no primeiro tempo começamos a fazer um jogo curto e perdemos algumas bolas que geraram cartões amarelos, com isso demos gás ao Palmeiras. O Cruzeiro não tinha intenção de recuar, mas o Palmeiras nos impôs isso, tínhamos o contra-ataque anunciado, mas não aproveitamos.

Henrique também admite um mal segundo tempo, mas foca no positivo, que é a vitória e os três pontos:

A gente que tomar de lição o primeiro tempo, que foi muito bom para nós. O segundo tempo nossa equipe veio um pouco abaixo e o Palmeiras forçou e adiantou a marcação. Nós erramos e o Palmeiras foi melhor no segundo tempo. Mas conseguimos administrar o resultado, apesar de correr alguns riscos.

Muito dos problemas do Cruzeiro na partida passa pela atuação dos volantes. Não gostei de nenhum ontem. Lucas Silva levou o amarelo cedo demais e após o lance não conseguiu mais jogar. Henrique fez muitas faltas, chegando atrasado em diversos lances e não conseguia acertar seus passes, e William Farias entrou mais perdido que cego em tiroteio no segundo tempo, emulando um novo Henrique, cheio dos passes errados e faltas bobas. Cadê o Niltão quando se precisa dele?

Vou ficando por aqui, até amanhã!