Copa do Brasil – Cruzeiro x Santa Rita: mil vitórias (tá pouco ainda)

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Olá, amigos (preciso pensar em um jeito diferente de começar os textos, porque essa já é a frase do Maico).

Nesta quarta, o Cruzeiro fez a sua estreia na Copa do Brasil e ainda completou sua milésima vitória no Mineirão (parabéns pro Cruzeiro e também pros caras que contam essas coisas).

É muito legal você parar um pouco e pensar que, dentre essas mil, estão vitórias históricas, como aquela goleada sobre o Santos de Pelé na final da Taça Brasil de 1966; vitórias malucas como as da decisão do Campeonato Mineiro de 1977, com 4 gols do uruguaio Revétria nas duas partidas; vitórias que marcaram um novo tempo, como o triunfo sobre o (então) poderoso River, pela final da Supercopa de 91, quando o Cruzeiro venceu por três gols de diferença depois de perder o primeiro jogo por 2 a 0, e fez uma geração que sofreu com a tenebrosa década e 80 ver o início de uma era de grandes conquistas; vitórias emocionantes, como a da Copa do Brasil de 2000, quando o Cruzeiro quase matou eu e mais umas 85 mil pessoas do coração; e, também, vitórias fáceis como foram as duas vitórias por 5 a 0 sobre o Atlético nas finais do Campeonato Mineiro de 2008 e 2009, e como foi a de ontem sobre o Santa Rita.

Achei ótimo que a vitória de número mil viesse assim, com um passeio sobre um time qualquer com jogadores que eu nem me lembro de já ter ouvido falar, mas com o Cruzeiro sem tirar muito o pé, mas respeitando os caras e sempre procurando fazer mais gols.

Claro que as pessoas sempre se lembram das vitórias que valem campeonatos, das goleadas sobre o rival ou das viradas épicas e não sei mais o que, mas a história de um clube é construída com essas vitoriazinhas bestas que você assiste meio que distraído cantando pagode no banco de reservas.

"♪ o mel dos dibre tem o gosto do amor ♪"

“♪ o mel dos seus dibre tem o gosto do amor ♪”

Mas, vejam bem, esse jogo só ficou fácil assim porque o Cruzeiro impôs sua superioridade o tempo todo. A vontade de fazer gols era tanta que Marcelo Moreno, mesmo já tendo deixado o dele logo no comecinho, deu um pulo louco e quase roubou o gol do Julio Bapstista (e os dois ainda erraram mais um monte de outros gols). Dedé também deixou o dele no primeiro tempo. Todos esses três gols foram de cabeça, mostrando, mais uma vez, a força que o Cruzeiro tem no jogo aéreo.

No segundo tempo o Cruzeiro continuou mandando no jogo e foi questão de tempo até um dos chutes do Lucas Silva dar em alguma coisa. Depois que o volante soltou o pé do meio da rua o goleiro rebateu e Marcelo Moreno estava atento para pegar o rebote e fazer mais um. 

Com quatro a zero no placar, Marcelo Oliveira pode fazer umas substituições e deixar Marlone, Neílton e Willian Farias jogarem um pouquinho também, coitados (meu Deus, que elenco maravilhoso).

Já no fim do jogo, Henrique chutou de dentro da área e fazer o quinto do Cruzeiro e o primeiro dele nessa segunda passagem pelo clube (eu nem tinha reparado que o Henrique tava a tanto tempo assim sem fazer gol e só descobri isso porque ele mesmo comentou no fim da partida).

Eu poderia ficar aqui falando das outras chances que o Cruzeiro teve de marcar, mas aí esse texto ficaria muito grande e ninguém ia ler, porque as pessoas não leem nada na internet (vamos ser sinceros, 140 caracteres é um número ótimo).

No fim das contas, a estreia na Copa do Brasil foi excelente. O time jogou bem, Marcelo conseguiu rodar o elenco e, como já estamos com um pé na próxima fase, vai ser possível colocar um time reserva no jogo de volta e ficar todo mundo cantando pagode no banco de reservas.

Até a próxima.  

  • Eu leio coisas grandes, pode escrever KKKKKKKKKKKKKKK