O que faz de um jogador um ídolo?

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Olá amigos!

Hoje tivemos a primeira polêmica sem sentido de 2016. Êêêêêêê. E ela surgiu a partir desse tweet:

Primeiramente: ótimo vídeo. Segundamente: o grande problema do tweet é o “20🐔🐺” (kibe de @brnou3). Terceiramente: deixa os garoto brinca.

Esse negócio de ser ídolo ou não é muito complicado. Porque não existe uma fórmula secreta para a formação de um ídolo, não é por número de jogos ou de gols (como faz o Cruzeiro), nem por títulos conquistados. E como eu sei disso? É só comparar Alex e Augusto Recife. Os dois ganharam a tríplice coroa, os dois foram importantes para o time, os dois jogaram muito, mas só Alex é ídolo. Então será que é sobre técnica? Porque o Alex é muito mais jogador que Augusto Recife. E a resposta também é não. O Cruzeiro tem vários ídolos que não tem tanta técnica, como Ricardinho, Marcelo Ramos, e diversos jogadores altamente técnicos que não foram ídolos, como Roger, Guilherme ou Wagner. Será que é uma questão de comportamento? Porque Wagner, Roger e Guilherme eram jogadores que não se doavam, não vibravam com a equipe. E a resposta continua sendo não. O Alex mesmo nunca foi um cara muito emotivo, nem o Dida e tantos outros. A resposta certa é que não existe uma resposta certa.

Qualquer jogador pode ser ídolo. Não tem nenhum critério. O critério está dentro do seu coração. É quase MÍSTICO. A coisa tem que bater. Você não tem que pensar, apenas sentir. E muita gente pode sim achar o Willian ídolo. Como pode achar o Éverton Ribeiro, ou Ricardo Goulart, ou qualquer um dos bi-campeões brasileiros. Você tem que se lembrar que existem muitos jovens torcedores, que esse time bi-campeão é o primeiro time que venceu algo para eles. E isso é muito importante. A maioria dos ídolos se formam a partir de grandes conquistas, e o bi-campeonato brasileiro do Cruzeiro, pra mim, se equipara à conquista da tríplice coroa.

O negócio é idolatrar quem você acha que merece e não desmerecer os ídolos dos outros. São todos jogadores da mesma equipe, todos fazendo o melhor pelo Cruzeiro, não faz sentido ridicularizar quem gosta de um jogador com o qual você não concorda sobre as credenciais idolísticas (atenção, essa palavra não existe). É como diz o grande poeta “deixa os garoto brica”.

Até amanhã.

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