Desfalques para o clássico: Chance para Pisano e Élber?

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Olá amigos!

Pleno 2016 e vamos para o clássico com desfalques causados por seleções. E o pior, desfalques para seleção olímpica, a coisa mais ridícula possível. Pra quê um jogador titular de uma equipe brasileira precisa ser convocado para amistoso de seleção olímpica? “Ah mas tem que treinar para as olimpíadas”. Você já viu um jogo de futebol nas Olimpíadas? É ridículo. Ninguém se importa. E o Brasil nunca vai ganhar a medalha de ouro. É nossa sina. É a tradição de olimpíadas, provavelmente está escrito nas regras. Regra 71: O futebol brasileiro nunca pode ganhar a medalha de ouro.

E se desfalque pouco é bobagem, calhou do jogador chamado para a seleção olímpica ser Alisson, apenas nosso melhor jogador de linha da temporada (e provavelmente de todo o elenco). Além dele, De Arrascaeta vai ficar no banco da seleção do Uruguai e vamos ter que jogar a partida contra o Atlético Mineiro com o ataque reserva (já que Willian infelizmente faleceu). Agora resta saber qual será a dupla escolhida por Deivid para substituir nossos atacantes.

Eu apostaria em Pisano no lugar de De Arrascaeta e Élber no lugar de Alisson. Pisano entrou bem nas duas últimas partidas, já tem uma assistência na temporada, e Élber vem entrando bem em todas as partidas, fazendo gols e dando assistências em quase todas as suas entradas na equipe. Deivid falou sobre os reservas:

Muito importante os jogadores que entraram, entraram bem, ligados no jogo. Sempre comento com eles que é o grupo, o mais importante. Um jogador ganha jogo, grupo ganha campeonato. Vamos precisar de todo mundo. Vai ter suspensão por cartão amarelo, vai ter expulsão, contusão, e temos que estar preparados para quando a oportunidade aparecer, quem entrar, aproveitar. Hoje (domingo) o Marciel começou, entrou bem. Temos o Pisano, o Coutinho, o Élber. Estamos construindo um grupo forte, não apenas 11 jogadores. Quem entra está dando conta do recado.

É tudo muito bonito na teoria, mas na prática é muita mudança de uma vez só para um jogo tão importante. O time pode sentir a falta de entrosamento dos reservas que entrarem. Ainda mais porque suas características são diferentes dos jogadores indisponíveis. Élber tem muito mais velocidade que Alisson, mas não tem nem um pouco da técnica. Pode conseguir abrir espaços com dribles e correria, mas não vai conseguir encontrar um companheiro com um belo passe, como Alisson. Já Pisano gosta de voltar para buscar a bola junto aos volantes (coisa que acho ótima), driblar pelo meio campo e conseguir tabelas. Mas não é muito chegado a entrar dentro da área como elemento surpresa para finalizar como De Arrascaeta. São características diferentes, importantes de se ter em uma equipe, mas que ao mesmo tempo podem confundir os próprios companheiros, que estavam começando a se acostumar com o estilo dos titulares. Mas fazer o que, né? Não podemos chorar sobre jogador derramado.

Já em outras notícias sobre o clássico, Gilvan resolveu pedir os 10% de ingressos para nossa torcida – coisa que eu ainda acho horrível. Os ingressos acabam ficando com as torcidas organizadas, que adoram arrumar confusão e atrapalhar a equipe com perdas de mando de campo. Além disso, a localização do estádio é péssima para o controle de duas torcidas rivais. Ainda sonho com o clássico voltar a ser 50% x 50% disputado somente no Mineirão, coisa que um jogo desse tamanho pede.

Gilvan pediu também para o árbitro ser de fora de Minas Gerais, coisa que acho boa de ser feita. Porque o Atlético Mineiro é muito ajudado pela arbitragem dentro do Independência. Em quase todas as partidas tem gol impedido deles, gol mal anulado nosso, jogador expulso para o nosso lado… E um árbitro de fora, pedido pelo Cruzeiro, deve ter um pouco mais de cuidado ao apitar. E bem menos pressão do que um mineiro – que provavelmente seria afastado por qualquer erro no clássico.

E por hoje é isso (pois estou querendo ver Masterchef). Até amanhã.

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Michael Renzetti

Não sei nada sobre táticas, sobre jogadores, sobre times - bom, na verdade eu acho que não sei nada sobre futebol. Mas eu gosto de opinar.
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